terça-feira, 13 de março de 2012

Profª Bonilla e demais colegas de turma, socializo minha reflexão a cerca do texto:


Reflexão sobre a Modernidade líquida.

Desde os primórdios do homem na terra, a questão da "condição humana" foi sempre tema de autores. O homem concebeu o "viver em sociedade" como condição de se perpetuar, viver e progredir ao longo do tempo no espaço que temos.
As possibilidades de "em sociedade" foram ao longo do tempo sucitando avaliações pelos filósofos (desde Sócrates até os mais modernos). Durante esse processo foram criados amarras, padrões, comportamentos que refletiam o pensamento da época ou a "imposição da época".
A sociedade, a política, a filosofia  e a história, têm, no decorrer do tempo, também, caminhado aos sabores e amarras das visões da época.
A própria noção ou imposição do culto a um Deus é uma característica dessa trajetória humana, baseada no conceito de se criar algo que tenta explicar a criação humana.
No início os deuses "gregos", foram marca dessa concepção, o domínio grego impunha essa característica de sua civilização, a partir do domínio romano houve a imposição do "Deus César", o cristianismo vem e também cria suas amarras mais contundentes na Idade Média, com a inquisição.
Chegamos à modernidade, o homem percebe que viver em sociedade com as diferentes correntes de pensamentos e as grandes diversidades dessa era, sucita uma questão crucial: Pode o homem moderno viver amarrado a dogmas, condicionado e guiado por padrões criados em tempos anteriores ao seu?
A leitura do texto mostra que não. O homem moderno teve que criar ou está criando, uma relação mais tênue, mais "líquida", mais "fluídica", na relação do seu viver com o tempo e com o espaço.
O espaço aprisiona, é um sólido imutável, estático e real, o tempo, é tênue, escapa, não aprisiona, esvae-se.
Diante dessa metáfora criada pelo autor, é moldada exatamente o que está acontecendo na modernidade dos tempos atuais: a sociedade deve ser fluídica, leve, rápida, ágil, tendo o tempo no comando das ações (tempo fluídico).
Atualmente vemos uma condição de "administrarmos o nosso tempo", para que possamos produzir mais e mais, cria-se um paradoxo:"o tempo e a necessidade de mais tempo para que o homem possa viver melhor".
Nas intituições, essa modernidade líquida (conceito atual), também é interessante observarmos sua interação com o tempo/espaço.
A escola por exemplo, principalmente no Brasil, está atrás do tempo, "os alunos são do século XXI e os professores são do século XX", afirmação feita a poucos dias pelo ministro da Educação (não entrando no mérito de quão verdadeiro é essa afirmação), retrata exatamente essa discrepância em que algumas instituições estão defasadas do tempo moderno.
E a família? instituição sempre referendada como molde da formação do caráter, educação e dos bons costumes, está "antenada com o tempo moderno"? Será que os conflitos existenciais que atualmente ocorrem na sociedade têm a ver com o despreparo dos pais em estar sintonzados com o momento atual (tempo dos filhos)?
De fato a Modernidade Líquida é um divisor de águas para as instituições. A tecnologia atual faz o tempo infinitamente pequeno, tendendo a zero, os meios de comunicação, o acesso em tempo real aos acontecimentos mundiais pelo uso da WEB, o celular, o GSP, com sua importante informação de posição (espaço), enfim, vivemos uma era de construção do nosso "modus vivendi" a mercê das novas construções que temos da nossa percepção criada pela Modernidade.
Uma das grandes transformações para se adequar a nova era ocorreu com as instituições capitalistas, o enxugamento das organizações, as fusões, a idéia de quanto menor, melhor, torna essas instituições mais leves e ágeis, o "hardware e o software" criaram o novo "modus operandi" atual, sem o qual, essa instituições corriam o risco de desaparecer, como realmente aconteceu com alguns ícones do capitalismo, principalmente, americanos.
O conceito da "instantaneidade" é atual e vivenciado por todas as organizações e instituições humanas, incluindo-se o homem, o "hardware e o softaware", são os grandes sinalizadores da "temporização instantânea", é preciso que nos identifiquemos e aprendamos a conviver com esse novo paradigma dos tempos modernos: a "Modernidade Líquida".

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