REFLEXÕES
DE UM MESTRANDO
MOBILIDADE
Ao iniciar minhas
considerações sobre o tema gostaria de me reportar ao texto postado em seu blog,
pela colega Sigmar, onde, muito pertinentemente ela frisa que a mobilidade tem
um aspecto da tecnologia incorporada em seu desenvolvimento e, isso, depende da
miniaturização dos componentes eletrônicos, principalmente os
“microprocessadores”, que são chips atuando como cérebros: recebem, processam,
controlam e ativam bits de informações digitais.
A revolução da miniaturização
dos componentes eletrônicos chegou com a “nanotecnologia”, possibilitando o
desenvolvimento de transistores menores, a exemplo do processador Pentium 4,
lançado em janeiro de 2002, trabalha com frequências de 1300 a 4000 MHz, com 55
milhões de transistores CMOS 130 nm. A série de chips Radeon 2000, por exemplo,
atinge os 500 milhões de transistores, chegando à casa dos 40 nm.
A Placa de vídeo da AMD Radeon HD 6870,
lançada em outubro de 2010, trabalha com frequências de 900Mhz na CPU, 4200Mhz
de frequência de Memória GDDR5 interface 256Bits, atinge os 1,7 Bilhões de
transistores, com processo de fabricação de 40 nm e um Core de 255 mm2.
Com essa condição
tecnológica todos os equipamentos das chamadas TIC’s, puderam ser produzidos em
menor escala e com a possibilidade de convergir várias mídias em um só
equipamento.
É o caso do telefone celular
que no seu projeto original possibilitava apenas a comunicação por voz,
atualmente, permite ao seu usuário amplas possibilidades de envio de texto
(SMS), imagens, dados, etc.
E o que dizer dos
computadores? Lembram-se do ENIAC? Hoje temos computadores portáteis (laptops),
com os quais podemos acessar a internet por fios ou WI-FI, temos a tecnologia
bluetooth, palms, GPS e tantas outras.
E quais são os impactos
dessas tecnologias que permitem a mobilidade social nas cidades e nos espaços
urbanos?
Nesse caso inicio a
discussão com um parágrafo de André Lemos em Cidade e Mobilidade, Telefones
Celulares, Funções Pós-massivas e Territórios Informacionais:
“As
mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o
transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as
cidades”.
A
mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais
passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação.
O desenvolvimento dos meios de comunicação se dá na própria dinâmica da
industrialização e da urbanização da era moderna.
As
mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o
transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as
cidades.
Mobilidade
e cidade são indissociáveis. “Essa relação é uma constante, mas novas dimensões
emergem com as novas tecnologias digitais e as redes telemáticas”.
O relacionamento entre essas
novas mídias que são chamadas pós-massivas, pois permitem interatividade, fazem
emergir novas formas sociais, desterritorializam espaços geográficos, espaços
físicos característicos das mídias massivas que prendem o receptor a uma
geografia de territórios.
Essas novas mídias
pós-massivas criam novas formas sociais atemporais, desterritorializadas, a
partir de três princípios fundamentais da cibercultura:
A liberação da emissão, a
conexão generalizada e a reconfiguração das instituições e da indústria
cultural de massa (Lemos, 2004, 2005).
O grande vetor da mobilidade
é com certeza a tecnologia WI-FI, essa permite a evolução do binômio cidade-comunicação
acompanhando o desenvolvimento das tecnologias de comunicação.
E ainda segundo Lemos:
“Se
as cidades da era industrial constituem sua urbanidade a partir do papel social
e político das mídias de massa, as cibercidades contemporâneas estão
constituindo sua urbanidade a partir de uma interação intensa (e tensa) entre
mídias de função massiva e as novas mídias de função pós-massiva”.
Nesse contexto o poder
público, tem uma grande parcela de responsabilidade em prover a todos os
cidadãos brasileiros a possibilidade de uso dessas novas tecnologias de
comunicação digital, nesse país de dimensões continentais, há localidades
distantes das grandes metrópoles, exigindo uma ação dos governantes.
Já vemos em algumas cidades
do interior, principalmente, a instalação de cobertura WI-FI, possibilitando
aos seus moradores acesso à internet, telefonia celular móvel e outros, que de certa
forma contribuem para engajar esses brasileiros.
Também há de se destacar que
a despeito do custo de banda larga e telefonia celular móvel serem absurdamente
caros, o nosso país se destaca pela grande demanda de mídias pós-massivas, o
que nos coloca a frente de países desenvolvidos no uso desses recursos.
Com certeza com a produção
em grande escala os custos serão barateados, o que permitirá maior acesso a
cada brasileiro.
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