terça-feira, 15 de maio de 2012

MOBILIDADE

REFLEXÕES DE UM MESTRANDO
MOBILIDADE
Ao iniciar minhas considerações sobre o tema gostaria de me reportar ao texto postado em seu blog, pela colega Sigmar, onde, muito pertinentemente ela frisa que a mobilidade tem um aspecto da tecnologia incorporada em seu desenvolvimento e, isso, depende da miniaturização dos componentes eletrônicos, principalmente os “microprocessadores”, que são chips atuando como cérebros: recebem, processam, controlam e ativam bits de informações digitais.
A revolução da miniaturização dos componentes eletrônicos chegou com a “nanotecnologia”, possibilitando o desenvolvimento de transistores menores, a exemplo do processador Pentium 4, lançado em janeiro de 2002, trabalha com frequências de 1300 a 4000 MHz, com 55 milhões de transistores CMOS 130 nm. A série de chips Radeon 2000, por exemplo, atinge os 500 milhões de transistores, chegando à casa dos 40 nm.
 A Placa de vídeo da AMD Radeon HD 6870, lançada em outubro de 2010, trabalha com frequências de 900Mhz na CPU, 4200Mhz de frequência de Memória GDDR5 interface 256Bits, atinge os 1,7 Bilhões de transistores, com processo de fabricação de 40 nm e um Core de 255 mm2.
Com essa condição tecnológica todos os equipamentos das chamadas TIC’s, puderam ser produzidos em menor escala e com a possibilidade de convergir várias mídias em um só equipamento.
É o caso do telefone celular que no seu projeto original possibilitava apenas a comunicação por voz, atualmente, permite ao seu usuário amplas possibilidades de envio de texto (SMS), imagens, dados, etc.
E o que dizer dos computadores? Lembram-se do ENIAC? Hoje temos computadores portáteis (laptops), com os quais podemos acessar a internet por fios ou WI-FI, temos a tecnologia bluetooth, palms, GPS e tantas outras.
E quais são os impactos dessas tecnologias que permitem a mobilidade social nas cidades e nos espaços urbanos?
Nesse caso inicio a discussão com um parágrafo de André Lemos em Cidade e Mobilidade, Telefones Celulares, Funções Pós-massivas e Territórios Informacionais:
“As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades”.
A mobilidade social, a relação com o espaço urbano e as formas comunicacionais passam por transformações importantes na atual fase da sociedade da informação. O desenvolvimento dos meios de comunicação se dá na própria dinâmica da industrialização e da urbanização da era moderna.
As mídias reconfiguram os espaços urbanos, os subúrbios, os centros, dinamizam o transporte público e tornam mais complexo esse organismo-rede que são as cidades.
Mobilidade e cidade são indissociáveis. “Essa relação é uma constante, mas novas dimensões emergem com as novas tecnologias digitais e as redes telemáticas”.
O relacionamento entre essas novas mídias que são chamadas pós-massivas, pois permitem interatividade, fazem emergir novas formas sociais, desterritorializam espaços geográficos, espaços físicos característicos das mídias massivas que prendem o receptor a uma geografia de territórios.
Essas novas mídias pós-massivas criam novas formas sociais atemporais, desterritorializadas, a partir de três princípios fundamentais da cibercultura:
A liberação da emissão, a conexão generalizada e a reconfiguração das instituições e da indústria cultural de massa (Lemos, 2004, 2005).
O grande vetor da mobilidade é com certeza a tecnologia WI-FI, essa permite a evolução do binômio cidade-comunicação acompanhando o desenvolvimento das tecnologias de comunicação.
E ainda segundo Lemos:
“Se as cidades da era industrial constituem sua urbanidade a partir do papel social e político das mídias de massa, as cibercidades contemporâneas estão constituindo sua urbanidade a partir de uma interação intensa (e tensa) entre mídias de função massiva e as novas mídias de função pós-massiva”.
Nesse contexto o poder público, tem uma grande parcela de responsabilidade em prover a todos os cidadãos brasileiros a possibilidade de uso dessas novas tecnologias de comunicação digital, nesse país de dimensões continentais, há localidades distantes das grandes metrópoles, exigindo uma ação dos governantes.
Já vemos em algumas cidades do interior, principalmente, a instalação de cobertura WI-FI, possibilitando aos seus moradores acesso à internet, telefonia celular móvel e outros, que de certa forma contribuem para engajar esses brasileiros.
Também há de se destacar que a despeito do custo de banda larga e telefonia celular móvel serem absurdamente caros, o nosso país se destaca pela grande demanda de mídias pós-massivas, o que nos coloca a frente de países desenvolvidos no uso desses recursos.
Com certeza com a produção em grande escala os custos serão barateados, o que permitirá maior acesso a cada brasileiro.


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