sábado, 5 de maio de 2012

REFLEXÕES DE UM MESTRANDO sobre objetos de aprendizagem.

REFLEXÕES DE UM MESTRANDO sobre objetos de aprendizagem.
Meus caros Júlio e Daniel:
No blog de Júlio, li algumas definições sobre Objetos de Aprendizagem, a postada abaixo se encaixa no que eu humildemente, posso dizer que entendo um pouco.
'(...) a definição de Wiley (2002: 6) na qual afirma que um objeto de aprendizagem “… é um qualquer recurso digital que pode ser reutilizado para suportar a aprendizagem" [...] O fato de os objetos de aprendizagem serem formados preferencialmente por unidades de formato reduzido que, no entanto, são dotadas de um modelo organizacional próprio num quadro pedagógico, permite e encoraja a sua utilização numa perspectiva flexível das configurações dos processos de instrução e aprendizagem'.  Paulo Dias.
Vou falar do meu entendimento prático sobre tal assunto. No atual estágio do processo ensino-aprendizagem, a importância do uso do Objeto de Aprendizagem (OA) é fundamental para o estabelecimento de um processo cognitivo de aprendizagem e construção do conhecimento.
Entretanto, o que vemos hoje são sistemas fechados que não permitem alteração e adequação de conteúdos.
Normalmente, falando do MEC, esses objetos são elaborados por programadores sem a presença de um especialista da área, o que torna o conteúdo pouco chamativo aos interesses dos alunos.
Os conteúdos não são apresentados de forma a levar em conta a grande riqueza cultural do país, as peculiaridades de cada região, o que contribui para seu pouco sucesso. A questão do feedback é outro problema a ser destacado, esses “pacotes” são adquiridos e não há um retorno de informações aos desenvolvedores, para lhes proporcionar condições de aperfeiçoamento dos seus OAs.
Mas, há de ressaltar que no caso dos cursos profissionais do IFBA, temos a nossa disposição algumas dessas ferramentas que nos auxiliam muito no nosso dia a dia, principalmente os softwares aplicativos de simulação de funcionamento de equipamentos e máquinas, que vão nos proporcionar uma interatividade maior entre teoria e prática, dando ao aluno uma condição de melhor aproveitamento do conteúdo estudado.
E continuando com Paulo Dias:
“Emerge deste processo de mudança a possibilidade de o ambiente on-line constituir não só o suporte para as atividades do indivíduo e do grupo, mas uma interface para o conhecimento. Esta interface surge da valorização dos contextos através da fusão entre ambiente e contexto, sendo este, agora, o espaço para a definição das atividades colaborativas e para a modelação dos processos cognitivos da aprendizagem e construção do conhecimento. O ambiente deixa de ser um suporte para a transmissão de conhecimento, mas o contexto para a produção colaborativa desse mesmo conhecimento”.
Esta interface é um meio para construir coisas com significado, ligando as aprendizagens aos contextos e lugares do conhecimento promovendo, deste modo, a aproximação entre os espaços da aprendizagem e os da sua aplicação (Fischer, 2000). É assim um instrumento de modelação cognitiva das redes de representação de conhecimento e um meio para o desenvolvimento das socializações dos membros das comunidades no espaço do virtual. E ganha uma nova importância na medida em que o seu papel é cada vez mais importante na transferência do conhecimento para os espaços profissionais, flexibilizando as ligações entre o espaço e o tempo das aprendizagens em ordem ao desenvolvimento das redes colaborativas de partilha e inovação.




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