REFLEXÕES DE UM MESTRANDO sobre objetos de aprendizagem.
Meus caros Júlio e
Daniel:
No blog de Júlio, li
algumas definições sobre Objetos de Aprendizagem, a postada abaixo se encaixa
no que eu humildemente, posso dizer que entendo um pouco.
'(...) a definição de
Wiley (2002: 6) na qual afirma que um
objeto de aprendizagem “… é um qualquer recurso digital que pode ser
reutilizado para suportar a aprendizagem" [...] O fato de os objetos
de aprendizagem serem formados preferencialmente por unidades de formato
reduzido que, no entanto, são dotadas de um modelo organizacional próprio num
quadro pedagógico, permite e encoraja a sua utilização numa perspectiva flexível
das configurações dos processos de instrução e aprendizagem'. Paulo
Dias.
Vou falar do meu entendimento prático sobre tal assunto. No
atual estágio do processo ensino-aprendizagem, a importância do uso do Objeto
de Aprendizagem (OA) é fundamental para o estabelecimento de um processo
cognitivo de aprendizagem e construção do conhecimento.
Entretanto, o que vemos hoje são sistemas fechados que não
permitem alteração e adequação de conteúdos.
Normalmente, falando do MEC, esses objetos são elaborados por
programadores sem a presença de um especialista da área, o que torna o conteúdo
pouco chamativo aos interesses dos alunos.
Os conteúdos não são apresentados de forma a levar em conta a
grande riqueza cultural do país, as peculiaridades de cada região, o que
contribui para seu pouco sucesso. A questão do feedback é outro problema a ser
destacado, esses “pacotes” são adquiridos e não há um retorno de informações
aos desenvolvedores, para lhes proporcionar condições de aperfeiçoamento dos
seus OAs.
Mas, há de ressaltar que no caso dos cursos profissionais do
IFBA, temos a nossa disposição algumas dessas ferramentas que nos auxiliam
muito no nosso dia a dia, principalmente os softwares aplicativos de simulação
de funcionamento de equipamentos e máquinas, que vão nos proporcionar uma
interatividade maior entre teoria e prática, dando ao aluno uma condição de
melhor aproveitamento do conteúdo estudado.
E continuando com Paulo
Dias:
“Emerge deste processo
de mudança a possibilidade de o ambiente on-line constituir não só o suporte
para as atividades do indivíduo e do grupo, mas uma interface para o conhecimento.
Esta interface surge da valorização dos contextos através da fusão entre
ambiente e contexto, sendo este, agora, o espaço para a definição das
atividades colaborativas e para a modelação dos processos cognitivos da
aprendizagem e construção do conhecimento. O ambiente deixa de ser um suporte
para a transmissão de conhecimento, mas o contexto para a produção colaborativa
desse mesmo conhecimento”.
Esta interface é um
meio para construir coisas com significado, ligando as aprendizagens aos
contextos e lugares do conhecimento promovendo, deste modo, a aproximação entre
os espaços da aprendizagem e os da sua aplicação (Fischer, 2000). É assim um
instrumento de modelação cognitiva das redes de representação de conhecimento e
um meio para o desenvolvimento das socializações dos membros das comunidades no
espaço do virtual. E ganha uma nova
importância na medida em que o seu papel é cada vez mais importante na
transferência do conhecimento para os espaços profissionais, flexibilizando as
ligações entre o espaço e o tempo das aprendizagens em ordem ao desenvolvimento
das redes colaborativas de partilha e inovação.
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