domingo, 13 de maio de 2012

REFLEXÕES DE UM MESTRANDO - CONVERGÊNCIA

REFLEXÕES DE UM MESTRANDO
CONVERGÊNCIA
A ideia de convergência digital nos remete a um processo  de intensa aplicação da tecnologia digital como plataforma de disseminação da comunicação humana, mediada pelos recursos dessa tecnologia.
Esses recursos de infraestrutura que são dominados pelas indústrias midiáticas, que têm na mass comunicação o poder de emissão, portanto, tornando o processo unidirecional, linear deixando o receptor sem condições de efetivamente participar ou “transgredir” do que é publicado, escrito, falado e televisionado.
Essa revolução na informação e na comunicação, chamado “revolução informacional”, ainda bem que acontece e continua acontecendo num cenário de convergência digital, que vem se contrapor ao modelo vigente, criando condições de um processo informacional aberto, participativo, interativo, baseado na liberdade dos espaços democráticos de produção, desenvolvimento e distribuição.
A grande diferença entre os modelos de mass comunicação e a comunicação digital está na forma de estruturação da última, onde não há controle do fluxo informacional, também não pode impedir o surgimento de portais e sites independentes e desvinculados do poder político e econômico, o que nos dá condições de um maior controle sobre as decisões tomadas pelo poder político e econômico.
Com relação à interconecção da esfera pública em relação à esfera pública da mass comunicação, ficamos com o autor Yochai Benkler: “Yochai Benkler (2006), no livro The wealth of networks, buscou demonstrar que a esfera pública interconectada é potencialmente mais democrática que a esfera pública dominada pelos mass comunicação”.
Benkler definiu a esfera pública como um “quadro de práticas que os membros além das redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder de uma sociedade usam para comunicar questões que eles entendem ser de interesse público e que potencialmente requerem uma ação ou reconhecimento coletivos”.
Não podemos deixar de levar em conta o poder gigantesco da indústria da comunicação que tenta controlar todos os recursos e a infraestrutura para manter seu monopólio.
Essa intenção é claramente vista nos processos de fusão e aquisição que grandes grupos econômicos têm feito no sentido de manter a hegemonia nesse processo.
Com relação ao cidadão comum que deve ser o grande beneficiário dessa tecnologia de convergência, vê os meios de interatividade ser cada vez mais envolvidos e desenvolvidos com praticamente todas as formas de comunicação sendo colocadas a sua disposição, em equipamentos mais versáteis, interativos e convergentes, a exemplo do telefone celular, que em menos de vinte anos teve um desenvolvimento muito grande na sua tecnologia de comunicação e disponibilidade de uso de outras mídias; como a internet, o uso de redes sociais, até veículos de mass comunicação como rádio e tv, serem colocados a sua disposição.
Isso permite uma possibilidade de envolvimento maior com as questões sociais presentes no nosso dia a dia, um maior controle do poder do estado, dos órgãos governamentais, o controle maior sobre as questões do meio ambiente, enfim, permite uma participação mais democrática nas decisões que afetam a todos nós.



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