REFLEXÕES
DE UM MESTRANDO
CONVERGÊNCIA
A ideia de convergência
digital nos remete a um processo de
intensa aplicação da tecnologia digital como plataforma de disseminação da
comunicação humana, mediada pelos recursos dessa tecnologia.
Esses recursos de
infraestrutura que são dominados pelas indústrias midiáticas, que têm na mass
comunicação o poder de emissão, portanto, tornando o processo unidirecional,
linear deixando o receptor sem condições de efetivamente participar ou
“transgredir” do que é publicado, escrito, falado e televisionado.
Essa revolução na
informação e na comunicação, chamado “revolução informacional”, ainda bem
que acontece e continua acontecendo num cenário de convergência digital, que
vem se contrapor ao modelo vigente, criando condições de um processo
informacional aberto, participativo, interativo, baseado na liberdade dos
espaços democráticos de produção, desenvolvimento e distribuição.
A grande diferença entre
os modelos de mass comunicação e a comunicação digital está na forma de
estruturação da última, onde não há controle do fluxo informacional, também não
pode impedir o surgimento de portais e sites independentes e desvinculados do
poder político e econômico, o que nos dá condições de um maior controle sobre
as decisões tomadas pelo poder político e econômico.
Com relação à
interconecção da esfera pública em relação à esfera pública da mass
comunicação, ficamos com o autor Yochai Benkler: “Yochai Benkler (2006), no livro The wealth of networks, buscou
demonstrar que a esfera pública interconectada é potencialmente mais
democrática que a esfera pública dominada pelos mass comunicação”.
Benkler
definiu a esfera pública como um “quadro de práticas que os membros além das
redes de colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder de
uma sociedade usam para comunicar questões que eles entendem ser de interesse
público e que potencialmente requerem uma ação ou reconhecimento coletivos”.
Não podemos deixar de
levar em conta o poder gigantesco da indústria da comunicação que tenta
controlar todos os recursos e a infraestrutura para manter seu monopólio.
Essa intenção é claramente
vista nos processos de fusão e aquisição que grandes grupos econômicos têm
feito no sentido de manter a hegemonia nesse processo.
Com relação ao cidadão
comum que deve ser o grande beneficiário dessa tecnologia de convergência, vê
os meios de interatividade ser cada vez mais envolvidos e desenvolvidos com
praticamente todas as formas de comunicação sendo colocadas a sua disposição,
em equipamentos mais versáteis, interativos e convergentes, a exemplo do
telefone celular, que em menos de vinte anos teve um desenvolvimento muito
grande na sua tecnologia de comunicação e disponibilidade de uso de outras
mídias; como a internet, o uso de redes sociais, até veículos de mass
comunicação como rádio e tv, serem colocados a sua disposição.
Isso permite uma possibilidade
de envolvimento maior com as questões sociais presentes no nosso dia a dia, um
maior controle do poder do estado, dos órgãos governamentais, o controle maior
sobre as questões do meio ambiente, enfim, permite uma participação mais
democrática nas decisões que afetam a todos nós.
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